
Quatro anos depois da sua última apresentação no Teatro Maria Matos, Alain Platel regressa com tauberbach, que nos chega no âmbito de uma extensa digressão mundial. Retomando o trabalho sobre o que Platel considera ser “dança bastarda”, tauberbach vai buscar inspiração aos trabalhos de outros dois artistas. Estamira, de Marcos Prado, é um documentário que conta a história de uma mulher esquizofrénica que vive e trabalha numa lixeira do Rio de Janeiro e que desenvolveu a sua própria forma de comunicação na pequena comunidade onde vive. E Tauber Bach, parte de um projeto de vídeo do polaco Artur Zmijewski, em que este pediu a um coro de pessoas surdas para cantarem Bach, tal como imaginavam ser a sua música. O resultado, desconcertante e confrangedor para muitos, fascinou Platel que continua a procurar formas de ouvir e ver as pessoas de formas diferentes. Em tauberbach, Alain Platel, com a ajuda de um poderoso grupo de atores e bailarinos, reflete sobre como se pode viver e sobreviver em circunstâncias quase impossíveis.