
…Se eu ao menos pudesse calar-me como se fosse o próprio silêncio. Como se o silêncio soubesse mais do que eu. Não! Preferia morrer de tédio…
Quero silêncio! A distância… As saudades… Já esqueceste?
Tudo me dói e há tanto tempo. Um monte de dores. Uma lixeira…
…Amo-te… Amo-te desde que te vi pela primeira vez. Não pude evitar. O amor nasce assim. Às vezes, só num olhar. Não se pode resistir à felicidade…
…A mim, nunca me contaram nada. Por isso, eu calei-me. Calei-me até sentir essa pancada na nuca que me fez vomitar…
…Nem um vislumbre de idealismo. Partilhar já não serve de nada. Vocês, são-me completamente indiferentes!…
…Estamos a morrer, não estamos? Mas se temos de morrer, que seja depressa!…
Olga Roriz, 2000